A PAUTA É SHAKESPEARE – Paulo Verlings dirige e atua em A Peça Escocesa, obra original de Marcia Zanelatto, criando uma espécie de “Word Concert”

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 3 de março a 1º de abril de 2018, quinta a domingo, às 19h, A Peça Escocesa, obra original livremente inspirada na mais curta e mais contundente tragédia de Shakespeare: Macbeth. Em cena Carolina Pismel e Paulo Verlings são acompanhados pela Banda Dagda, criando uma espécie de “Word Concert”. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

Concebido pelo ator, diretor e produtor Paulo Verlings, o espetáculo trata de ambição, jogos de poder, compensação e cobiça, dando um ponto de vista contemporâneo às personagens Macbeth e Lady Macbeth. Verlings irá lançar-se em uma investigação na busca de uma cena fundida entre a “palavra e a música”, pesquisando um ponto de vista contemporâneo sobre a espetacularização da monarquia. Uma arena de gladiadores contemporâneos se instaurará e o público se deliciará com um arrojado recorte de um épico contemporâneo.

A dramaturgia original assinada por Marcia Zanelatto traz à tona vozes subterrâneas Continuar lendo

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A PAUTA É CLARICE LISPECTOR – Ritual cênico une a palavra de Clarice, o teatro de Wotzik e a música de Górecki


O Teatro Laura Alvim, em Ipanema, recebe de 23 de fevereiro a 18 de março, o aclamado “Missa para Clarice – Um Espetáculo Sobre o Homem e Seu Deus”, do diretor e ator Eduardo Wotzik, uma aventura por dentro da notável produção literária de Clarice Lispector, que tem como temática o Sagrado. Reflexivo, divertido, comovente, Missa para Clarice é um espetáculo onde um Arauto e duas beatas claricianas procuram fazer do espaço do Teatro um Templo de Reflexão. Uma Missa como jamais se viu. Um ritual cênico que une a palavra de Clarice Lispector, o teatro de Eduardo Wotzik e a música de Henryk Górecki. A matéria prima do espetáculo é a obra de Clarice Lispector, mas o público se surpreende com a forma como os textos são apresentados. Como uma missa: o público senta, levanta, reza e canta, as palavras de Clarice formam um ritual cênico e religioso que nos faz pensar na nossa própria vida. A atmosfera do Sagrado é um tema que pulsava na obra de Clarice Lispector, por isso a Missa. Continuar lendo

A PAUTA É FAMÍLIA – Guida Vianna e Letícia Isnard brilham na peça “Agosto”, de Tracy Letts

Sucesso de público e crítica na temporada 2017, “Agosto” (August: Osage County), do americano Tracy Letts, um dos mais importantes autores do teatro contemporâneo norte-americano, vencedora dos prêmios Pulitzer e Tony, volta em cartaz de 11 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018, no Teatro SESI Centro, Rio de Janeiro. A peça mostra uma família disfuncional que se reúne depois que o patriarca desaparece, em um encontro de acerto de contas entre a mãe (Guida Vianna) e as três filhas que escondem pequenos e amargos segredos, inclusive de seus maridos.

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Retrospectiva teatral carioca 2017

Em 2017 eu tive grande satisfação por trabalhar em produções teatrais muito especiais, com pessoas muito especiais, que estrearam no Rio de Janeiro e em São Paulo. Muitas delas receberam indicações aos principais prêmios teatrais do RJ e SP. Também tive a felicidade em trabalhar no CCBB Rio em três projetos seguidos: Gisberta, ELA e Hamlet. Aliás, com Hamlet eu tive a oportunidade de iniciar uma nova parceria com a Armazém Companhia de Teatro. Nova parceria também com as produtoras Andréa Alves e Leila Maria Moreno (querida amiga de quase duas décadas) e com o diretor André Paes Leme, com o espetáculo Agosto. Falando em parceiras, 2017 marcou 5 anos da minha com o diretor (e amigo) Gerald Thomas. E solidificou minha parceria com a produtora Claudia Marques e a diretora Inez Viana, em espetáculos como Gisberta e Mata Teu Pai. Agradeço muito pela parceria de todos os envolvidos para os bons resultados do meu trabalho. Finalizo esta rápida retrospectiva citando as indicações à prêmios dos espetáculos que trabalhei em 2017: Continuar lendo

A PAUTA É CRIANÇA – Única obra para crianças escrita por Jean-Claude Carrière, “O Jovem Príncipe e a Verdade” chega à CAIXA Cultural Rio

O espetáculo teatral O Jovem Príncipe e a Verdade chega à CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena para curta temporada, de 6 a 14 de janeiro de 2018, com apresentações sextas e sábados, às 17h; e domingos, às 11h e às 17h. Após cada apresentação, o elenco recebe o público para um bate-papo. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal. A peça, dirigida por Regina Galdino, teve estreia originalmente em 2014, em São Paulo (SP). No mesmo ano, recebeu indicações ao Prêmio FEMSA por Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Ator Coadjuvante, sendo considerada pelas revistas Veja e Crescer como um dos melhores espetáculos em cartaz. Única obra para crianças escrita por Jean-Claude Carrière – autor francês contemplado com prêmios como Oscar, Molière e César – a história de O Jovem Príncipe e a Verdade é inspirada em diferentes “contos filosóficos” (não moralizantes) da tradição oral de todo mundo, incluindo um antigo conto indiano chamado A mentira da verdade. A temporada no Rio de Janeiro terá sessões com acessibilidade (intérprete de Libras) aos sábados.

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A PAUTA É GERALD THOMAS – Diretor estreia o espetáculo “Dilúvio” no Teatro Anchieta, em São Paulo

Um anjo voa e observa… Corpos nus se movimentam entre sombras, névoas ou dependurados; em um açougue? Uma caravela passa… Palavras, imagens, silêncio… Ao toque do tambor o coração pulsa; vivo ou morto? Ventania… Levitação, transcendência, histeria… Love hard em cordas de aço… Cabaré alemão, luta livre e pipoca… O Cavalo de Turin… É a 3ª guerra mundial? Anjos salvadores entre demônios usurpadores… Com imagens assim, o inquieto e provocador Gerald Thomas foca na criação de um ambiente de fantasia e reflexão para a criação do seu novo espetáculo, “Dilúvio”, que estreia dia 11 de novembro, sábado, às 21h, no Teatro Anchieta – Sesc Consolação. Uma tragicomédia que abre espaço para reflexão, pondo a descoberto, períodos negros e atuais na história da humanidade. “Falo desse dilúvio moderno que vivemos, dessa arca que não é. Mas eu não conto histórias, apenas crio imagens, proponho ideias e conexões. O público faz o resto”, comenta Gerald Thomas. Continuar lendo