CCBB apresenta Luis Lobianco em “Gisberta”, drama baseado em fatos reais de transfobia

Com patrocínio do Banco do Brasil e realização do Centro Cultural Banco do Brasil, o espetáculo “Gisberta” estreia nacionalmente no dia 1º de março de 2017, no CCBB Rio de Janeiro. Idealizada por Luis Lobianco, com direção de produção de Claudia Marques, texto de Rafael Souza-Ribeiro e direção de Renato Carrera, a obra mistura política, história, música, teatro, poesia e ficção para falar de Gisberta, brasileira vítima da transfobia que teve morte trágica em 2006 no Porto, em Portugal, após ser torturada por um grupo de 14 menores de idade. Gisberta atravessou o oceano para buscar um território livre, mas morreu no fundo do poço, afogada em ódio e água.

Na ocasião o caso ganhou destaque nas discussões sobre a transfobia em Portugal e Gisberta se tornou (e até hoje é) ícone na luta pela conscientização para uma erradicação dos crimes de ódio contra gays, lésbicas e transexuais. Em 2016, dez anos após a sua morte, Gisberta foi amplamente lembrada em Portugal por meio de inúmeras reportagens. Continuar lendo

Debora Lamm celebra 20 anos de carreira estrelando seu primeiro solo “Mata teu Pai”, inspirada no mito Medéia

A peça “Mata teu Pai”, de Grace Passô, é uma livre adaptação do mito de Medéia e foi escrita especialmente para a atriz Debora Lamm. Com direção de Inez Viana e direção de produção de Claudia Marques, este novo projeto da Cia OmondÉ é a primeira parte de uma trilogia, concebida por Inez, que se propôs a fazê-la posteriormente na linguagem da Dança e da Ópera. Entre expatriados e imigrantes, Medéia (Debora Lamm) questiona valores atuais, como o feminismo e o preconceito. Inédito, o espetáculo estreia dia 7 de janeiro de 2017 no Espaço Cultural Sérgio Porto.

– “PRECISO QUE ME ESCUTEM!” diz Medéia em sua primeira fala na peça “Mata teu Pai”, de Grace Passô. E ela, aliás, elas, têm muito a dizer sobre nossos dias, nossos tempos tristes, onde imperam o retrocesso e a intolerância. Medéia está em movimento, mas só quer descansar um pouco no meio dos escombros da cidade onde agora está. Continuar lendo

Gerald Thomas lança autobiografia no Rio e São Paulo

Artista completo, pintor inclusive, Gerald Thomas justifica, neste Entre duas fileiras, o clichê que compara um livro a um quadro – um grande painel, para ser exato. Afinal, as coisas são como são, e associações simples não raro têm o melhor olhar para tramas complexas. Sim, este livro é uma tela de largas dimensões. Mas não se trata de retrato, não um convencional, tampouco de algo comprometido com a realidade, essa careta, muito menos desprovido de movimento – porque Gerald, cujo fascínio pela estrada se revelará nestas páginas, é a própria velocidade, o próprio trânsito. Não à toa o artista-escritor tanto se refere a “Guernica”, de Pablo Picasso, neste autobiografia. O lance, aqui, é a verdade. Não uma moralista, que julga e se impõe. Mas a única possível a um criador nato: a individual.

Homem do mundo, que passou a maior parte de seus mais de sessenta anos entre Europa e EUA, é dolorida a visão que tem do Brasil – lugar onde um dia chegou a vislumbrar abrigo e futuro para o espírito da modernidade. A desilusão, pois, é um dos eixos desta narrativa. Mas extrapola limites territoriais – para compor ambiciosa leitura do que terá sido uma geração derrotada. Que tudo experimentou. Que em tudo acreditou. Continuar lendo

O Teatro do Oprimido por Bárbara Santos

capa-raizes-e-asasRadicada em Berlim desde 2009, a socióloga Bárbara Santos chega ao Brasil nesta quarta-feira (26) para lançar seu livro Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: uma teoria da práxis em noites de autógrafos e seminários no Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza. Editado pela Ibis Libris, no Rio de Janeiro o livro será lançado no dia 7 de novembro, às 19h, na Livraria da Travessa de Botafogo, localizada na Rua Voluntários da Pátria, 97, no bairro de Botafogo. A obra combina teoria e prática para a análise do método do Teatro do Oprimido, criado por Augusto Boal, propondo uma discussão – consistente e acessível – sobre os conceitos que fundamentam o método em articulação com os avanços e desafios de sua Práxis. A abordagem didática facilita a compreensão tanto da estrutura dramática e pedagógica do método quanto da especificidade de sua estética. A diversidade de exemplos contextualiza a teoria e joga luz sobre questões éticas, filosóficas e políticas que envolvem a aplicação do método, características que qualificam esta publicação para o ensino formal e/ou informal do método do Teatro do Oprimido. Continuar lendo

Moacir Chaves dirige novo experimento “Imagina esse palco que se mexe”, no Sesc Copacabana

imagina-esse-palco-que-se-mexe-foto-bruna-thimotheo-img_5986A nova montagem teatral do premiado diretor Moacir Chaves parte de um lugar de experimento, do desenvolvimento de um método de trabalho a partir de uma ideia: Vamos falar da Física. Falar da Física significa falar do sentido da vida e foi atrás disso que diretor e elenco, formado pelas atrizes Elisa Pinheiro, Karen Coelho, Luísa Pitta e Monica Biel, conversaram com o astrofísico João Ramos Torres de Mello Neto, professor titular da UFRJ, com uma importante carreira internacional. Continuar lendo

Arena Sesc Copacabana é palco da estreia mundial de “Antes que tudo acabe”, do diretor Renato Rocha

A convite do National Theatre of Scotland, o diretor Renato Rocha prepara o espetáculo “Antes que tudo acabe” para o Home Away em Glasgow, na Escócia, um festival de artes cênicas que acontece no início de outubro de 2016, com peças teatrais de grupos da Austrália, Estados Unidos, Índia, Jamaica, além do Brasil. A obra é uma composição poética nascida da partilha cênica de diferentes trajetórias de vida, ora biográficas, ora ficcionais, sobre a relação que estabelecemos com a nossa casa, de onde viemos, em que nos tornamos e com o mundo em que vivemos hoje, onde os personagens se confrontam com situações que os fazem questionar suas escolhas, seus sonhos e o que querem para suas vidas. Como numa instalação viva, o diretor expõe através de metáforas e imagens recortadas da jornada dos artistas envolvidos, uma vivência entre palco e plateia que se completa no olhar de cada espectador. Uma experiência sensivelmente imersiva e particular. Antes de embarcar para a Escócia, “Antes que tudo acabe” será apresentado em temporada inédita, de 1 a 25 de setembro, na Arena Sesc Copacabana. Continuar lendo

“Mostra Acessível Rio das Olimpíadas” ocupa o Teatro Cacilda Becker, dialogando com a Paralimpíada Rio 2016

Proibido Elefantes - Cia Gira Dança : RN - foto Cristiano Prim (6)Com base em Recife, o Janeiro de Grandes Espetáculos – FIAC/PE traz ao Teatro Cacilda Becker, Rio de Janeiro, no período de 23 a 28 de agosto (terça a domingo), a “Mostra Acessível Rio das Olimpíadas” com uma programação nacional abrangente e diversificada, uma vez que inclui companhias provenientes do Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo, além do Rio de Janeiro. Unindo os universos das artes cênicas e da acessibilidade, a Mostra apresenta espetáculos de dança, teatro e circo, além de workshop, visita tátil, tradução em libras, audiodescrição, mesa redonda e conversa com o público. Os trabalhos são interpretados por artistas com deficiências físicas e cerebrais (cadeirantes, anões, cego, usuário de muletas, com lesão cerebral, membros atrofiados) atuando de igual para igual com artistas sem deficiências. Desta forma a Mostra Acessível dialoga com a Paralimpíada Rio 2016. Toda programação é gratuita. Continuar lendo